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segunda-feira, 21 de março de 2011

No meu time, Diego Souza seria volante

De Leandro Iamin

Diego Souza, com Mano Menezes no Grêmio vice-campeão da Libertadores de 2007, atuava de segundo volante (Lucas Leiva era uma alternativa para esta posição, embora a formação ideal tivesse ambos).

Do Grêmio ele foi para o Palmeiras, depois Atlético-MG, e cada vez mais virou atacante. Fez um bom Brasileirão em 2009, como meia-atacante. Chegou 2010 e Diego assumiu de vez o novo posicionamento.

Fracassou. No Galo, não conseguiu espaço em formação alguma.

Diego Souza não é um grande marcador, mas é forte e consegue chegar com força no ataque. Chuta bem, gosta de lançar, é ofensivo. Me parece ter o perfil de um bom 2° volante.

E, se fosse ele, tentaria sê-lo no Vasco.

Não é pela seleção

O veterano Felipe joga de volante pela esquerda na equipe cruzmaltina, hoje. Perdeu a briga na "meiuca", onde o Vasco tem bons nomes.

Diego jogaria mais que Felipe na função, com certeza.

Mano Menezes usa Elias na posição. Já testou outros nomes, e sabe da qualidade de seu ex-atleta nessa função.

Acho dificil que Mano um dia escolha refazer sua dupla de volantes dos tempos de Grêmio. Diego teria de jogar muito e na verdade acho que Ricardo Gomes o usará mais avançado.

Portanto, não penso na hipótese por causa da Seleção. Penso, sim, no próprio talento do atleta.

O novo camisa 10 cruzmaltino busca recomeçar sua carreira após afundar com ela em Minas Gerais. Se achar uma posição onde consiga jogar como jogou um dia, ótimo.

Falta criatividade e coragem

De Leandro Iamin

O futebol brasileiro passa por crise criativa não só dentro das 4 linhas.

Diariamente o nome de Adriano está nas manchetes vinculado a algum clube. Quando não é o Imperador, é o Vágner Love, o Grafite ou outro medalhão caro qualquer.

Ninguém mais tem coragem de achar um jogador barato e promissor em um time do interior. Falta criatividade para observar estes atletas.

Nomes menos badalados geram menos ações do tal do marketing, o que não justifica nada para mim.

As categorias de base também são menos exploradas do que deveriam. Opção barata e que sempre deu certo, o "menino da base" vive perdendo terreno para o "especulado e consagrado craque do exterior".

Gilson Kleina

Nesta segunda, o Fluminense anunciou acordo com Gilson Kleina, que em seguida recusou o convite para treinar o Tricolor.

Nos poucos minutos em que ele foi "oficialmente" o treinador do Flu, muitos fizeram piada, debocharam da escolha.

Mas Kleina não é um nome errado.

Faz um excelente trabalho com a Ponte Preta em 2011. Teve boas passagens por Duque de Caxias, Ipatinga e o gaúcho Caxias. Não chegou ontem no futebol, foi assistente de Abel no Olympique de Marselha.

É sério, claro e inteligente quando dá entrevistas, e me parece evidente que é um bom nome de uma nova geração de treinadores.

Eu arriscaria. Quem não arrisca ou usa a criatividade, vai ter sempre as mesmas - e caras, caríssimas - opções.

Prefiro o Fluminense com Kleina e Rafael Moura que especulando Grafite e torrando grana, por exemplo, em um Adilson Batista.