Dunga,
não levo muito jeito com as palavras, sou um tanto tímido, você até brinca com isso e meu chiclete, hehe, então escreverei pouco.
Assim, eu andei falando recentemente para a imprensa que estava numa fase infeliz, e era verdade, tanto dentro quanto fora de campo. Cheguei a dizer que era o pior momento da carreira.
Pode parecer mentira, mas aquelas vaias no Maracanã me fizeram ver as coisas de outro ângulo. Eu vi que meus problemas pessoais não eram tão grandes, e também percebi que ninguém ia me ajudar, se eu não me ajudasse!
Mas você me ajudou, e tudo deu certo. Agora o Santos está muito bem na tabela, meu melhor futebol voltou, e, chapa, você não virou a cara pra mim. Você foi um grande parceiro, eu nem sei como te agradecer por ter apostado em mim.
E mais. A força que você me dá é tão grande que eu me sentiria disposto até a jogar na meia. Saiba que se precisar, eu estou aí para te recompensar...
Não ligue para os críticos. Você tem um coração de ouro.
abraço,
Kléber
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Mandou mal, Vilaron! Muito mal!
Wagner Vilaron, jornalista dos mais conhecidos da atualidade, escreveu, em sua coluna de hoje no Diário de S. Paulo, uma resposta à carta de um leitor com a seguinte frase:
Caro Vilaron,
Não vou me apegar a fatos periféricos de sua coluna (que chama, por exemplo, a carta do leitor de "fala Corneta", mas vá lá, a coluna é especulativa, provocativa e pretensamente informal, então tá legal), que costuma ter, inclusive, algumas insinuações divertidas e interessantes.
Porém, faço questão de representar uma outra turma. Sou jornalista, sou torcedor. Me formei, ao longo da vida, estas duas coisas. Me formei torcedor lendo jornalistas. Não por nada, mas apenas porquê as coisas não são dissociáveis assim, como você sugere. E sobretudo porque, se o assunto é futebol, não há ponto-de-vista mais valoroso e importante do que o do torcedor - ou o jornalista acha-se mesmo tão indispensável na tarefa de dar opinião, mostrar ponto-de-vista?
Aliás, como leitor, jornalista e torcedor, eu posso também sugerir que esta infeliz resposta veio do seio preconceituoso e arrogante de sua personalidade profissional, que se julga, "por formação", alguém mais esclarecido e preparado para dialogar do que o rapaz que está na arquibancada, o torcedor, que também é uma representação do povo, um retrato de quem o lê.
Típico e triste exemplo do jornalista que, por ato falho ou convicção, se coloca acima do pensamento popular, apenas por ter um diploma e um lugar para escrever - e quantos escrevem tantas bobagens. É mesquinho considerar que haja um vão tão grande entre as opiniões de uma classe e de outra. O jornalista apura, documenta, informa, e isso o difere. Seus pontos-de-vista, no entanto, seguem como simples opiniões de um simples mortal.
Este blog se coloca frontalmente contra este tipo de pensamento externado por Wagner Vilaron. E se quer saber, me sinto muito mais são quando sou torcedor do que quando sou jornalista. À parte o fato de, sim, muitos torcedores usarem o teclado do computador para gritar seu vazio de discernimento, não é o seu papel, Vilaron, esvaziar uma classe.
***************************
Atualização, 14h35, dia 8: Wagner Vilaron me respondeu. Educadamente, explicou que eu interpretei de forma errada algumas coisas. Ele cita que o torcedor troca a razão pela emoção. E que é isso que ele quer dizer quando não abre mão da sanidade. Ele cita "Sanidade" como sinônimo de "razão", ao passo que a emoção seria representada pela insanidade. Explicado. Ainda acho uma má escolha das palavras. Mas explicado. Valeu, Vilaron.
Desculpe, mas minha formação me impede de discutir futebol do ponto-de-vista do torcedor. Afinal, não posso abrir mão da sanidade
Caro Vilaron,
Não vou me apegar a fatos periféricos de sua coluna (que chama, por exemplo, a carta do leitor de "fala Corneta", mas vá lá, a coluna é especulativa, provocativa e pretensamente informal, então tá legal), que costuma ter, inclusive, algumas insinuações divertidas e interessantes.
Porém, faço questão de representar uma outra turma. Sou jornalista, sou torcedor. Me formei, ao longo da vida, estas duas coisas. Me formei torcedor lendo jornalistas. Não por nada, mas apenas porquê as coisas não são dissociáveis assim, como você sugere. E sobretudo porque, se o assunto é futebol, não há ponto-de-vista mais valoroso e importante do que o do torcedor - ou o jornalista acha-se mesmo tão indispensável na tarefa de dar opinião, mostrar ponto-de-vista?
Aliás, como leitor, jornalista e torcedor, eu posso também sugerir que esta infeliz resposta veio do seio preconceituoso e arrogante de sua personalidade profissional, que se julga, "por formação", alguém mais esclarecido e preparado para dialogar do que o rapaz que está na arquibancada, o torcedor, que também é uma representação do povo, um retrato de quem o lê.
Típico e triste exemplo do jornalista que, por ato falho ou convicção, se coloca acima do pensamento popular, apenas por ter um diploma e um lugar para escrever - e quantos escrevem tantas bobagens. É mesquinho considerar que haja um vão tão grande entre as opiniões de uma classe e de outra. O jornalista apura, documenta, informa, e isso o difere. Seus pontos-de-vista, no entanto, seguem como simples opiniões de um simples mortal.
Este blog se coloca frontalmente contra este tipo de pensamento externado por Wagner Vilaron. E se quer saber, me sinto muito mais são quando sou torcedor do que quando sou jornalista. À parte o fato de, sim, muitos torcedores usarem o teclado do computador para gritar seu vazio de discernimento, não é o seu papel, Vilaron, esvaziar uma classe.
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Atualização, 14h35, dia 8: Wagner Vilaron me respondeu. Educadamente, explicou que eu interpretei de forma errada algumas coisas. Ele cita que o torcedor troca a razão pela emoção. E que é isso que ele quer dizer quando não abre mão da sanidade. Ele cita "Sanidade" como sinônimo de "razão", ao passo que a emoção seria representada pela insanidade. Explicado. Ainda acho uma má escolha das palavras. Mas explicado. Valeu, Vilaron.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Correspondência em resposta de Vagner Ribeiro para Robinho
E aí Robbie, meu menino, minha fera!
Desculpa a mensagem lacônica. Eu to com um pouco de pressa, tenho que correr pro aeroporto. Esperei até o último minuto, garoto.
Fiz o que eu pude. Mas Manchester é uma cidade linda, você vai engolir o Cristiano Ronaldo logo logo!Relaxa que vai dar tudo certo.
No Manchester City você não sai da Seleção. Pergunte pro Elano e pro Jô. E não fique com medo, fera, você sabe o que eu sempre te digo: tenho certeza que você vai ser o melhor jogador do mundo!
atenciosamente,Vagner Ribeiro
A correspondência anterior: http://leandroiamin.blogspot.com/2008/09/corresponncia-para-vagner-ribeiro.html
Desculpa a mensagem lacônica. Eu to com um pouco de pressa, tenho que correr pro aeroporto. Esperei até o último minuto, garoto.
Fiz o que eu pude. Mas Manchester é uma cidade linda, você vai engolir o Cristiano Ronaldo logo logo!Relaxa que vai dar tudo certo.
No Manchester City você não sai da Seleção. Pergunte pro Elano e pro Jô. E não fique com medo, fera, você sabe o que eu sempre te digo: tenho certeza que você vai ser o melhor jogador do mundo!
atenciosamente,Vagner Ribeiro
A correspondência anterior: http://leandroiamin.blogspot.com/2008/09/corresponncia-para-vagner-ribeiro.html
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Corresponência para Vagner Ribeiro
E aí Vagner,
Então, tio, acho que tá tudo dando certo. Pow, eu vi que as coisas iam virar pro meu lado quando conseguimos fazer eu não ir lá pra Olimpíada. Isso me ajudou pakas, dei um monte de declaração triste e a galera até está comentando que se eu tivesse em Pequim, não perderíamos daquele jeito. Lá na Inglaterra tão dando mó força, tá da hora.
Puta plano, Vagner! Acho que esse foi o melhor. Agora, sério, to vendo o presidente dessa merda de time dizer que eu não vou mais sair. Faz alguma coisa rápido, porque eu já não aguento mais dar entrevista coletiva pra falar a mesma coisa. Daqui a pouco vira piada esse papo de ser o melhor jogador do mundo.
Na verdade, velho, eu tô de boa, to relax nesse tempo que os caras do Real tão me deixando descansar. E minha grana tá firmeza. Mas eu tô fazendo a maior correria pra dar tudo certo pra nós, e se a gente vacilar agora, sei não. De repente sai o Dunga da seléssa, eu vou pro banco, e aí, velho, só lamento por você. Porque eu vou continuar dando meus esculachos na Espanha mesmo, pra ser o melhor do mundo por aqui mesmo.
Sei lá, não quero me meter no seu trampo, Vagner. Mas eles tão falando pra caraca. Lá no Brasil o presidente do santos me deu bronca, falou pra eu cumprir contrato. Tem que parar de todo mundo falar essas coisas. Entra ao vivo, manda ofício, força uns vídeos, sei lá, mano. Se der eu até entro no "Bem, Amigos" por telefone, igual o Kaká fez e falou que deu certo. Só vou ficar no veneno se a galera do Madrid ficar na bronca comigo e eu não puder ir embora.
Mas eu confio em você, a moçada esquece rápido dessas paradinhas de começo de temporada. Ainda mais quando eu der aquelas pedaladas só minhas, hehehe.
Abraço, fera. Te cuida.
Robinho R10
Então, tio, acho que tá tudo dando certo. Pow, eu vi que as coisas iam virar pro meu lado quando conseguimos fazer eu não ir lá pra Olimpíada. Isso me ajudou pakas, dei um monte de declaração triste e a galera até está comentando que se eu tivesse em Pequim, não perderíamos daquele jeito. Lá na Inglaterra tão dando mó força, tá da hora.
Puta plano, Vagner! Acho que esse foi o melhor. Agora, sério, to vendo o presidente dessa merda de time dizer que eu não vou mais sair. Faz alguma coisa rápido, porque eu já não aguento mais dar entrevista coletiva pra falar a mesma coisa. Daqui a pouco vira piada esse papo de ser o melhor jogador do mundo.
Na verdade, velho, eu tô de boa, to relax nesse tempo que os caras do Real tão me deixando descansar. E minha grana tá firmeza. Mas eu tô fazendo a maior correria pra dar tudo certo pra nós, e se a gente vacilar agora, sei não. De repente sai o Dunga da seléssa, eu vou pro banco, e aí, velho, só lamento por você. Porque eu vou continuar dando meus esculachos na Espanha mesmo, pra ser o melhor do mundo por aqui mesmo.
Sei lá, não quero me meter no seu trampo, Vagner. Mas eles tão falando pra caraca. Lá no Brasil o presidente do santos me deu bronca, falou pra eu cumprir contrato. Tem que parar de todo mundo falar essas coisas. Entra ao vivo, manda ofício, força uns vídeos, sei lá, mano. Se der eu até entro no "Bem, Amigos" por telefone, igual o Kaká fez e falou que deu certo. Só vou ficar no veneno se a galera do Madrid ficar na bronca comigo e eu não puder ir embora.
Mas eu confio em você, a moçada esquece rápido dessas paradinhas de começo de temporada. Ainda mais quando eu der aquelas pedaladas só minhas, hehehe.
Abraço, fera. Te cuida.
Robinho R10
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