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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Verdade Paraibana

(não sei quem é o autor)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sobre São Luiz do Paraitinga

Volto com a alimentação do blog neste ano que mal começa.

Com um aperto em ver o que aconteceu com a cidade de Paraitinga.

Posso dizer que lá vivi dias inesquecíveis, alguns dos melhores de minha vida.

A chuva acabou com quase tudo. Destruiu patrimônios tombados.

Tombar construções antigas e não permitir o devido restauro das mesmas é muito triste.

Queria ir pra lá. Visitar o asilo, a casa da Dona Célia, a praça da igreja e a imobiliária.

Ficarei por aqui. Torcendo por eles. Que o recomeço de Paraitinga seja mais veloz e de mais sucesso que o recomeço deste espaço.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma pergunta infame

Quando escolhe-se um conselho deliberativo, do que estamos falando?

Um conselheiro, por definição, dá conselhos.

Quem delibera, delibera e pronto.

Quem delibera não precisa aconselhar.

Um conselheiro deliberativo tem um cargo que, em tese, se auto-anula.

Não é?

E após o Carnaval, quando este blogueiro terá mais tempo para viver, perguntas menos imbecis vão aparecer.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

animal

"Não dá para combater com tropas, porque teríamos de ter tantos soldados quanto mulheres bonitas"

Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália,
respondendo sobre a possibilidade de tropas federais serem usadas no combate ao aumento dos casos de estupro.


Este é o homem forte do futebol do Milan, sugerindo que a culpa dos estupros são das mulheres bonitas, e não da cabeça criminosa do animal agressor.

De causar repulsa.

Preferi colocar isso, que é uma declaração pública, do que especular sobre o caso em que Robinho é acusado de estuprar uma moça de 18 anos na Inglaterra.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Seria um gênio?

"Eu não aposto na minha Seleção para ser Campeã do Mundo. Se a gente perder a Copa, pelo menos eu ganho a aposta"

Javier Clemente, treinador da Espanha, durante a Copa do Mundo de 1998.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Luiz Fernando Bindi

Hoje Luiz Fernando Bindi faria 36 anos de vida. Morreu no dia 22 de julho.

Se você não conheceu o trabalho do Bindi, foi por falta de tempo. Certamente você o conheceria daqui, sei lá, um, dois anos. Se você conheceu seu trabalho, sabe o tamanho da destreza e categoria.

Eu conheci o trabalho e a pessoa. Fui um privilegiado. Quando ele partiu, este blog não existia. Este blog, inclusive, é dedicado a ele. E, abaixo, o que eu escrevi, no dia 23, certamente o texto mais difícl que já escrevi.

Feliz aniversário, Bindão.

* * * * *

Nessum Dorma

Chego em casa quase meia-noite. Minha mãe me recepciona e eu lhe presenteio com um aparelho de MP3 que ganhara horas antes. Ela agradece mas não entende muito. Explico didaticamente a finalidade do bichinho. Ela comemora e pergunta se pode ouvir qualquer música. Digo que ponho o que ela pedir. Ela cita uma música. Eu pasmo. pergunto porque justo aquela.

-Essa música a Vandinha pediu pra eu ouvir no dia que ela morreu, quando a gente era menina.

Eu engulo seco. Tento lhe contar uma má notícia, mas opto por uma frase mais simples.

-Mãe... a gente se acostuma com essa coisa de morte?
-Ah, filho... não tem jeito, sempre dói. A gente não aprende.

Eu tomo o MP3 de sua mão e vou para o quarto, chorar e escrever estas linhas. A música que ela citou era exatamente a mesma que estava ouvindo, horas antes, fim de tarde, na mesa de trabalho, quando recebi a notícia que me congelou a espinha.

Estava vendo o blog do meu amigo, o jornalista e geógrafo Luiz Fernando Bindi. Uma postagem nova tinha uma foto curiosa, que mostrei ao parceiro de sala, e depois enviei, por link, para alguns amigos online. Um deles me respondeu.

-Legal a foto, mas você me enviou pela foto ou pela morte?

E foi assim que soube que Bindi partiu. Estava na sala de seu blog, no quintal de sua postagem, avisando os vizinhos para que olhassem aquele quintal. Tão vivo. A música se seguiu enquanto eu chorava e tinha que receber na porta o tal amigo que me daria o MP3.

Não consigo levantar da cadeira. "Digam que não estou". Tento notícias. E é fato que o coração amável do gordinho mais batuta da Mooca parou de bater. Falo com meu amigo Kadj Oman, para dizer a ele que sou feliz em te-lo conhecido este ano. Algo que queria ter dito a Bindi, a melhor pessoa que conheci nos últimos tempos.

A última vez que falei com ele foi via SMS, como sempre fazíamos após os jogos do Palmeiras. abro a mensagem e não soa como vindo de um falecido. Falo com uma colega da rádio 105FM. Vão pipocando mensagens pela internet toda. Perplexas. Tetricamente, recados choviam no orkut do nosso Bindi.

Que me chamava de "Foca de Base", desde que montamos uma metáfora futebolística para os estágios de nossa carreira, que, inclusive, ele vinha tão feliz em construir. Que eu chamava de "novo Claudio Zaidan", posto que costumávamos ter os mesmos ídolos. Que nunca me poupou, nunca foi paternalista, e isso só valorizou cada elogio que fez aos meus atributos profissionais. Que já me deu conselhos amorosos, morais, me deu dicas de mercado e cinema, e sempre foi absolutamente generoso ao passar seus conhecimentos, dividir suas informações, ensinar seus métodos, a quem quer que fosse, e a mim também. Ele sabia que o único capital intangível está naquilo que fica quando a gente se vai.

Falávamos muito sobre ópera. Tínhamos cachorros da mesma raça, e o amor dele pelos bichos era divino. Eu tinha prazer em ter no Bindi um lugar pra aprender de pouco em pouco, um nome que eu podia ter como referência, porque ele era um profissional obcecado por lisura e conduta linear, e uma pessoa de inesgotável doçura. Um cara e tanto. Só 35 anos. Um dos maiores arcabouços culturais desse país não pode mais ser acessado.

Eu não queria só agradecer a força que ele sempre me deu desde que viu meu trabalho. Eu queria tocar minha carreira com ele por perto. Sabe lá o que será do meu futuro. Mas eu queria ver o que seria do promissor futuro dele. Não verei.

É normal que, quando alguém morre, surgam relatos hiperbolizando a bondade do sujeito. Aos olhos de quem não o conheceu, Luiz Fernando Bindi é uma dessas vítimas. Pois ele era uma espécie de unanimidade em seu universo. Sábio e confiável à primeira vista. Um dos mais talentosos pesquisadores desse país. Um cara que, por mais torpe que soe, não podia nem merecia morrer tão cedo, e tão antes de tanta gente. Insubstituível.

Dói e a questão não é se acostumar. É certo que vai ficar um pigarro, um arranhão na garganta. Esta falta vai incomodar a cada um de nós. Por mais que daqui pra frente tudo aconteça de bom, haverá a ressalva: "Mas seria melhor se o Bindi estivesse por aqui". O moço tão simples e de tão absurda capacidade, que eu conheci a tão pouco tempo e já tenho que me despedir. E fui.

-Você era amigo do trabalho dele?

-Não. Eu era aluno.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Obtusos e sem carisma

Caro leitor, você sabe qual é a diferença entre Denílson e Robinho?

Fácil.

A diferença é que os jogos do Betis não passavam na nossa TV.

Apenas isso.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Torcedor é Torcedor

Amigos, eu trabalho com Carnaval, na Organização deste, e, em razão disso, muitas vezes encontro com Presidentes das Escolas de Samba, algumas delas provindas de Torcida Organizada.

Uns minutos atrás, Cosmo Damião Freitas, o Presidente da Escola Torcida Jovem do Santos, sentou-se em minha mesa. Conversava comigo. Viu um diário esportivo na mesa, e abriu a primeira página.

Deu de cara com uma propaganda onde Pelé está com as camisetas de Flamengo e São Paulo.

Cosmo é santista de velhíssima guarda, uma figura única, folclórico, cheio de trejeitos, daqueles personagens raros.

Cosmo começou a sacudir o jornal. Colocou de volta na mesa e passou alguns minutos resmungando, repetidamente, "Aí não, o Negrão é patrimônio do Santos, do-San-Tos! Aí o Negrão tá esculachando, eu vou falar um montão. Quê isso, aí o Negrão pisou na bola..."

Realmente perturbado, não quis ouvir meus comentários. Os ouvidos se fecharam por alguns instantes. Ficou uma fera.

Isto é futebol.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Como deixam?




Permitam-me falar de basquete.

Acabo de notar que o Seattle Sonics, tradicional time de basquete da NBA, acabou. Mudou-se para Oklahoma, com outro nome.

Eu "torcia" pelos Sonics na infância. escolhi uam vez pra jogar no video-game, e adotei uma fajuta devoção.

O time chegou às finais contra os Bulls de Michael Jordan. Eu cresci e acompanhei a NBA com um sorrisinho: "ah, um dia o Sonics ganha algo e eu abro uma cerveja pra comemorar".

O time acabou, e não há torcida organizada pra quebrar tudo, nem amantes para fazerem greve de fome. A franquia se desfez, e tudo bem.

Acaba-se uma parte de minha infância, de minha década de 90. Acaba-se a NBA da forma que eu conheci.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Azulão não é Bangu, pafêro

Quando terminei de ler o livro de Flávio Gomes, chamado O Boto do Reno, onde ele conta sobre suas viagens pelo mundo acompanhando a fórmula-1, agradeci o livro (quem não fala com o livro?), pela sua generosidade em me fazer sentir-me viajante. Ter passaporte, dar uma de Dunga e convocar as peças mais importantes para a seleção de coisas de sua mala, ser chique.

Tenho dúvidas sobre a resistência do meu humor para viagens duradouras demais. Gosto de escrever bastante, de pensar, de escrever por dentro (escrevo com o cérebro, leio com o cérebro, e jogo fora em seguida), acho que me dou bem se viajar sozinho. Fazer o quê, meus poucos anos de vida, até agora, não me proporcionaram relevantes ações turísticas, ainda que o livro nos transporte de alguma forma.

Em 2001, foi a primeira vez que saí de São Paulo. Passei 4 dias no Rio de Janeiro. Um inferno. Fiquei perturbado em ter que conviver com carros cujas placas começam com K, L, M. Aquilo era um estupro à minha rotina. Peguei um congestionamento num viaduto nas Laranjeiras, que me fez sentir em São Paulo, apesar das placas. Um carioca vendia biscoitos Globo entre os carros, e comi, claro, biscoito Globo é tão tradicional quanto o Maracanã.

Essa coisa de tradição é complicada. Na praia, quis tomar o tal Chá Mate Leão, ou Limão, sei lá, o chá tradicional. O vendedor não tinha (apesar de gritar "Olha o Mate, mate leããão, ou limããão"), e só no meio de minha degustação eu notei que estava tomando um GuaraPlus. E, claro, GuaraPlus não tem nada a ver com o que eu queria. Cariocas sabem persuadir.

Dormia na Ilha do Governador, e, em quatro dias, estive em todo canto do Rio. Na Ilha, pra tomar banho, meu anfitrião apareceu com uma lista de instruções para ligar o botão, ou "butão". Jamais ouvira falar naquilo. É um tipo de cofre de bronze que fica na parede do banheiro, e, com alguma técnica, você o aciona, e só assim a água do seu banho fica quente.

Perplexo, eu até que tentei. Odeio banho frio. Odeio. Mas o tal aquecedor não ligava, fazia ruídos estranhos, e não consegui ligá-lo. Temi pela morte antes da missão ser cumprida. Ok, fazia muito calor, estávamos em dezembro, mas o banho quente é um item indispensável em minha vida de idiossincrasias.

O Rio é legal. Comi uma pizza maravilhosa, a Coca-Cola é melhor, e a polícia toma conta. Fui querer ver o cristo redentor, às 3 horas da manhã. Inadvertidamente, o Athos preto foi enfiado nas ruelas do barranco que leva ao cristo. Não sei como não morri, pois é claro que o cristo estava fechado, é óbvio que minhas opções de caminho eram idiotamente aleatórias, e, normal, dei de cara com uma turma de rapazes nada amistosos, uma cena de filme, de um Cidade de Deus. Eles tiveram dó, fizeram gracinhas, sugeriram uma volta no dia seguinte. Pude-me ver sendo carbonizado. Fuga.

A polícia cuida, claro. Um Hyundai sinistro no morro do cristo, de madrugada? Claro, no ato, entraram em ação, pararam o carro, pedindo documentos, gentilmente munidos de metralhadoras. Abre-se o porta-malas. Há um carregamento. De bolsas de couro, naturalmente, afinal era o motivo da viagem, uma entrega de bolsas de couro para o natal. Bolsas abertas. Não se acha o pó nem o pacote, nem a pedra. Não se acha explicação plausível para subir no morro. Sei lá, saí vivo.

Mas foi uma viagem bacana. No carro, tinham duas fitas. Legião Urbana ao vivo, e Furacão 2000, essa só para o caminho de volta - lembrança turística da Cidade Maravilhosa. Resumidamente, o silêncio era melhor. Estávamos às vésperas da Final do Brasileirão de 2001, e foi um choque aos cariocas saberem que eu e boa parte dos paulistas odiávamos o São Caetano, e queríamos mais é que o Furacão faturasse o título. "Azulão não é Bangu, pafêro!".

Foi nessa viagem, aliás, que ouvi sobre Robinho pela primeira vez na vida. Um amigo cujo filho era zagueiro dos juniores do Botafogo, contava sobre um amistoso, sei lá se era amistoso, jogo de juniores pra mim é sempre amistoso, em que o Santos veio ao Rio. "Um neguinho, rapaz, do Santos. Robinho. O que ele fazia com a bola... eu fiquei com dó do meu filho". 12 meses depois, o neguinho era Campeão Brasileiro.

Eu moro em São Paulo, e sou crítico da cidade. Não gosto, Não consigo vê-la muito bem. Sou míope para ela. Talvez me falte o olhar turista para com ela. Foi agora, em 2008, que estive hospedado pela primeira vez em um hotel.

Trabalho com carnaval, e, nos dias da festa de Momo, fiquei num espaçoso quarto do lendário hotel San Raphael, no centro. Espetáculo. Me embananei pra preencher a ficha. Não conseguia abrir a porta. Entrei, ufa, e não sabia como ligar a luz. Pensei, tentei, e constatei que tinha que enfiar o cartãozinho no lugar para enfiar o cartãozinho. Enfiei, e a luz ligou. E a TV ligou! Que susto. Que silêncio amedrontador, quebrado por Antero Greco comentando amenidades na telinha.

Vamos lá, relaxe, você está num hotel! Vou tomar um banho. Vejo uma banheira. Meu primeiro banho de banheira? Claro. Não acho o troço para obstruir o ralo. Improviso uma meia. Não consigo ligar o chuveiro, nem a mangueira. A maçaneta da água, ou interruptor, não sei como se chama o botão que faz ligar o chuveiro, é de uma complexidade irritante, e, quando concluo que devo puxar pra trás, puxo. E vem um jato de água gelado na minha cara. Forte, muito forte. Agora, onde esquenta essa água? Nunca soube. Odeio banho frio, abortei minha banheira. Escovei o dente numa pia de água quente, revoltante.

Chega meu parceiro de quarto, bate na porta e eu grito que ela está aberta. Descubro então que porta de hotel não se abre por fora. Acordo e demoro quase 10 minutos para descobrir que é na tal sobreloja que se come o café da manhã. Procurei discretamente uma balança para pesar minha janta, achando que era por quilo. Ri da cara de um amigo que quis jantar ás 4 da madrugada, olha olha, imagina se a cozinha do hotel está aberta. Não dei gorjeta nem deixei carregarem minha mala. Fui embora duas vezes sem deixar a chave na portaria. Um completo asno, em todos os aspectos de todas as atividades que envolvem um hóspede de hotel.

Saída da cidade, hospedagem em hotel, viagem de avião. Não faz muito tempo, fui pra Brasília e encarei uma viagem aérea. Já numa época em que adquiri certo medo por meios de transporte, coisas da vida. 900 por hora, 10 mil metros de altitude, 30 graus negativos do lado de fora do avião. E eu achando o maior barato sobrevoar Araxá, paraíso hospitaleiro onde do alto se avista o sol primeiro, segundo o enredo da Beija-Flor em 2000, eu acho.

4 dias usando terno e gravata e uma perturbadora ausência de relevo, sei lá, qualquer montanhazinha, uma escada que fosse já me era um alento. Tempo seco, o que é um chavão brasiliente, e a aprendizagem-mestra de que, em Brasília, você precisa apenas conhecer o seguinte: eixinho, eixão, tesourinha. Com eixinho, eixão e tesourinha, você se dá bem, chega onde for. A não ser que chova, pois nesse caso as tesourinhas perigam de alagar. Mal deu pra curtir, foi trabalho a beça, mas, enfim, é outra cidade, outra arquitetura, outra fala, outro jeito de apertar a mão e outra forma do garçon colocar coca-cola no seu copo. Eu detesto isso, o preço da coca-cola que eu compro contém o meu prazer de abrir a lata e colocar coca no copo. Se alguém faz isso por mim, quero desconto na minha coca-cola.

Faltam poucas coisas a se conhecer nessa vida, não? Meu próximo destino deve ser Arkansas, nos Estados Unidos. Alguma pessoa desse estado entrou no meu blog 29 vezes nos últimos 35 dias, e eu morro de curiosidade de saber quem é. Não há nenhuma, absolutamente nenhuma pista de quem seja, mas eu o tenho como um amigo. Imagino ele acordando no Arkansas, tomando aquele café-da-manhã típico do Arkansas, ligando seu computador comprado no Arkansas, e timbusca, acessando meu blog.

Esse rapaz, assim como o trio de colombianos que conheci no Parque Antarctica outro dia, fazem parte de meu pacote de intercâmbios.